Agraz Corrosion Protection — Coated by WEG.

Proteção contra corrosão em trocadores de calor

A proteção contra corrosão em trocadores de calor ganha importância quando o equipamento trabalha em ambientes agressivos.

Umidade, sais e contaminantes atmosféricos podem acelerar a deterioração das superfícies metálicas. Em trocadores de calor, esse problema ganha uma particularidade: parte das superfícies expostas ao ambiente também exerce função direta na transferência de calor.

Por isso, proteger um trocador contra corrosão exige mais do que selecionar um revestimento resistente. É necessário considerar material, ambiente, geometria, espessura do revestimento, cobertura, processo de aplicação e impacto sobre a transferência de calor.

Quando a proteção contra corrosão se torna necessária?

A corrosividade de uma atmosfera depende de diferentes fatores. A ISO 9223:2012 estabelece uma classificação da corrosividade atmosférica e considera como fatores-chave a relação temperatura–umidade, a poluição por dióxido de enxofre e a salinidade transportada pelo ar. A norma também relaciona a corrosividade ao tempo em que a superfície permanece úmida.

Na prática, isso significa que dois equipamentos construídos com o mesmo material podem estar submetidos a condições de corrosão bastante diferentes.

Algumas aplicações merecem atenção especial:

  • ambientes costeiros e marítimos;
  • equipamentos expostos à atmosfera salina;
  • instalações industriais com contaminantes no ar;
  • sistemas HVAC-R instalados em ambientes de maior agressividade;
  • equipamentos submetidos a ciclos frequentes de umidade;
  • aplicações nas quais a durabilidade do trocador é um requisito importante do projeto.

A necessidade de proteção deve ser definida a partir das condições reais de exposição e dos requisitos do equipamento.

Por que a corrosão é particularmente relevante em trocadores de calor?

A corrosão em um trocador de calor não representa somente uma questão estética.

Em trocadores com aletas de alumínio, processos corrosivos localizados podem comprometer a durabilidade do componente e afetar as condições da superfície responsável pela transferência de calor.

Esse comportamento é discutido especificamente na literatura sobre proteção de trocadores de calor. Fedrizzi et al. avaliaram sistemas de revestimento orgânico aplicados a trocadores de alumínio para HVAC-R e destacaram que fenômenos de corrosão representam uma questão de durabilidade e eficiência da troca térmica.

O estudo também mostrou a importância da cobertura adequada das superfícies e dos defeitos existentes no revestimento.

Outro estudo, realizado por Kim, Kang e Kim, avaliou tratamentos superficiais em alumínio com espessuras de 20 e 40 μm. Nos corpos de prova analisados, os tratamentos melhoraram as propriedades de resistência à corrosão sem alterações relevantes na condutividade térmica do alumínio. Os próprios autores tratam o trabalho como uma etapa fundamental para estudos posteriores em trocadores de calor reais.

O resultado não deve ser generalizado para qualquer revestimento ou aplicação. Ele reforça, porém, a importância de avaliar proteção contra corrosão e comportamento térmico em conjunto.

O desafio: proteger sem comprometer a troca térmica

Em uma superfície estrutural, o revestimento pode ser analisado principalmente sob a ótica da proteção e da durabilidade.

Em uma aleta de trocador, a análise é diferente.

A superfície possui uma função térmica. Por isso, o revestimento precisa oferecer proteção sem criar uma camada que prejudique de forma relevante a transferência de calor.

No caso do Agraz Corrosion Protection, a documentação da WEG especifica uma espessura de filme seco entre 20 e 30 μm e informa menos de 1% de influência na troca térmica, nas condições de aplicação indicadas pelo fabricante.

Esse dado é específico do sistema e das condições de aplicação recomendadas. Não significa que qualquer revestimento, em qualquer espessura ou condição de aplicação, apresentará o mesmo comportamento.

A relação entre proteção, espessura e desempenho térmico precisa fazer parte da especificação.

A geometria do trocador também interfere

Trocadores de calor possuem geometrias que tornam a aplicação de revestimentos mais complexa do que em uma superfície plana.

Aletas próximas, extremidades e regiões de difícil acesso podem dificultar a obtenção de uma cobertura uniforme.

Esse ponto foi observado por Fedrizzi et al. em sua avaliação de sistemas de proteção para trocadores de alumínio. O estudo identificou dificuldades de obtenção de espessura uniforme nas extremidades das aletas e mostrou que regiões de difícil acesso exigem atenção especial durante a aplicação. Também observou que defeitos no revestimento podem afetar o comportamento eletroquímico do sistema.

Por isso, o revestimento é parte da solução. O processo de aplicação também. Não basta especificar um produto com determinada resistência à corrosão. É necessário garantir que a aplicação seja compatível com a geometria do trocador e com as regiões que precisam ser protegidas.

HereShield WB-506®: uma opção de proteção para HVAC-R

O HereShield WB-506® é um revestimento acrílico à base de água, monocomponente e de secagem ao ar. Segundo a documentação da WEG, é utilizado por pulverização em superfícies internas e externas de trocadores de calor para climatização e refrigeração e equipamentos relacionados.

O sistema é especificado para superfícies de cobre e alumínio, considerando a preparação indicada pelo fabricante.

Entre as características apresentadas pela WEG estão:

  • base de água;
  • produto monocomponente;
  • secagem ao ar;
  • aplicação por pulverização;
  • aplicação em cobre e alumínio;
  • espessura de filme seco de 20–30 μm;
  • utilização em ambientes químicos de baixa a alta agressividade;
  • influência inferior a 1% na troca térmica.

O que os ensaios mostram?

Os ensaios de laboratório ajudam a caracterizar o comportamento de um sistema de revestimento em condições controladas.

Na documentação da WEG para o HereShield WB-506®, estão informados, entre outros resultados:

*Conforme condições e espessura de aplicação especificadas pelo fabricante.

Esses resultados caracterizam o desempenho do sistema nos respectivos métodos de ensaio. Eles não devem ser interpretados isoladamente como previsão direta da vida útil do equipamento em campo.

22.000 horas de Salt Spray significam quantos anos em campo?

Essa é uma interpretação que exige cuidado.

A ASTM B117 estabelece um ambiente corrosivo controlado para obter informações relativas sobre a resistência à corrosão de materiais e revestimentos. A própria ASTM informa que a previsão de desempenho em ambientes naturais raramente apresenta correlação suficiente quando o ensaio de névoa salina é utilizado isoladamente. A correlação e a extrapolação devem ser tratadas com cautela e, quando aplicáveis, apoiadas por exposições atmosféricas de longo prazo.

Por isso, 22.000 horas de Salt Spray não devem ser convertidas diretamente em “X anos de vida útil”.

O resultado caracteriza o comportamento do sistema dentro de um método de ensaio específico. A durabilidade em campo dependerá das condições reais de exposição e de fatores relacionados ao próprio sistema de proteção e ao equipamento.

Entre eles:

  • ambiente de instalação;
  • umidade;
  • presença de sais e contaminantes;
  • temperatura;
  • condições de exposição;
  • preparação da superfície;
  • espessura e uniformidade do revestimento;
  • danos mecânicos;
  • condições de operação e manutenção.

Esse cuidado é importante para qualquer especificação técnica baseada em ensaios acelerados.

Proteção contra corrosão e desempenho térmico

A preocupação com o desempenho térmico não termina quando o revestimento é aplicado.

A própria literatura mostra que processos de corrosão e seus produtos podem alterar as condições da superfície do trocador e afetar seu comportamento térmico e hidráulico.

Wang, Zhao e Hrnjak avaliaram os efeitos de testes acelerados de corrosão sobre o desempenho térmico de trocadores de calor de alumínio. No estudo, depósitos de sal e produtos de corrosão formados durante os ensaios afetaram o comportamento térmico e a perda de carga do trocador. Os autores também alertam que esses depósitos podem não reproduzir exatamente as condições encontradas durante a operação real.

Isso reforça uma questão importante de projeto:

A proteção contra corrosão e o desempenho térmico não devem ser analisados como assuntos independentes. Para o HereShield WB-506®, a WEG informa menos de 1% de influência na troca térmica nas condições de aplicação recomendadas. Esse resultado é específico do sistema e das condições indicadas pelo fabricante

O processo de aplicação influencia o resultado

O desempenho final de um sistema de proteção não depende somente da formulação do revestimento.

Preparação da superfície, limpeza, método de aplicação, cobertura, espessura, uniformidade e cura fazem parte do processo.

A documentação da WEG indica preparação por jateamento ou limpeza, conforme a condição da superfície e o sistema de aplicação, e aplicação por pulverização.

Em geometrias complexas, esse controle é ainda mais importante.

Na prática, isso significa que o sistema de proteção precisa ser tratado como um processo, e não simplesmente como uma etapa de pintura.

Onde o Agraz Corrosion Protection pode ser aplicado?

A utilização de proteção anticorrosiva deve ser definida de acordo com as condições específicas de cada projeto.Existem diferentes tecnologias de proteção anticorrosiva disponíveis para trocadores de calor, e a escolha depende das características do projeto e das condições de operação.
O E-coat para trocadores de calor é uma dessas alternativas, baseada em um processo eletroforético de revestimento.

Entre as aplicações que podem demandar esse tipo de proteção estão:

  • trocadores instalados em regiões costeiras;
  • equipamentos sujeitos à atmosfera salina;
  • aplicações industriais com maior agressividade ambiental;
  • sistemas HVAC-R externos;
  • equipamentos nos quais a durabilidade da superfície de troca seja um requisito do projeto;
  • aplicações em que a proteção das aletas faça parte da especificação do cliente.

A definição do revestimento, entretanto, deve considerar o conjunto da aplicação.

Ambiente + material + geometria + exposição + processo + desempenho térmico. É essa combinação que orienta a especificação adequada

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